Originalmente o território do município de Conceição de Macabu foi habitado por grupos humanos, caçadores e coletores, que dividiam-se em diversas tribos nômades. Esses grupos tribais foram chamados pelos primeiros exploradores de Sacurus, Saruçus ou Sucurus e, segundo, o historiador Joaquim Norberto de Souza e Silva (Aldeias de Índios do Rio de Janeiro – 1854), deviam pertencer ao grupo dos guarus.
A área que corresponde, atualmente, a Conceição de Macabu, Macaé, Carapebus, Quissamã e Campos foi concedida em 1627 pela Coroa Portuguesa aos Sete Capitães, militares portugueses que lutaram na expulsão dos franceses da Baía de Guanabara. Os exploradores receberam as terras entre o Rio Macaé e o Cabo de São Tomé, incuindo aí o atual território municipal. É somente da segunda metade do século XVIII, porém, que se tem notícias de colonização da área de Conceição de Macabu, quando sesmarias foram concedidas na área do município. Nessa época pertencia o município a Vila de Campos dos Goitacazes e nesta, a Freguesia de Nossa Senhora das Neves e Santa Rita. Em meados do século XVII os índios sacurus foram aldeados na Missão de Nossa Senhora das Neves, aí ficando até pouco depois da expulsão dos padres jesuítas em 1759. O Povoamento e as primeiras localidades
Por volta de 1814, os Índios Sacurus, catequizados pelo Padre Antônio Vaz Pereira na freguesia de Nossa Senhora das Neves, envolvidos em conflitos, sem a proteção dos jesuítas, voltaram à região onde se originaram e fundaram os povoados de Macabu, Macabuzinho (Paciência), São João e Santa Catarina. O povoamento e o desenvolvimento do município estão ligados à expansão da cultura cafeeira e canavieira. Em 1855, foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Macabu e, em 1891, devido à instituição do antigo município de Macabu, a freguesia foi elevada à categoria de vila e sede municipal. A partir de 1892, entretanto, aquele município foi extinto, sendo incorporado ao município de Macaé, sob a denominação de Macabu.
No século XIX os transportes fluviais e terrestres chegaram ao território, desenvolvendo portos como os do Ponto do Pinheiro, além dos de Paciência e São João do Macabu. A Estrada Macaé-Cantagalo trouxe outra via de comunicação e desenvolvimento, unindo as localidades serranas as de Macabu. Em 1813 com a fundação da Vila de Macaé, Macabu foi desanexado de Campos e incorporado a vila recém-criada. Na época a região era habitada apenas por índios não catequizados. Mas esta situação estava prestes a mudar.
A criação do atual município efetivou-se em 15 de março de 1952 quando foram desanexados os 5º e 10º distritos de Macaé (Conceição de Macabu e Macabuzinho), que passaram a constituir o 1º e o 2º distritos do atual município.
Sua expansão econômica contou com rodovias e os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina, que liga a capital ao norte do Estado e, daí, ao Espírito Santo.
O centro urbano de Conceição de Macabu desenvolveu-se à margem direita do Rio Macabu. A presença de um relevo montanhoso em torno do núcleo estimulou a ocupação de vales propícios para áreas residenciais.
O município tornou-se o berço de personalidades reconhecidas em todo o país, como por exemplo, a cantora Ângela Maria, a Sapoti, apelido dado por Getúlio Vargas, Policarpo Ribeiro, meia-direita da primeira Seleção Brasileira de Futebol, que disputou a copa do mundo de 1930,e Elieser Gomes, ator principal de um dos filmes de maior bilheteria da história do cinema nacional, o clássico “O Assalto ao Trem Pagador” o que, na estréia, foi visto por mais de um milhão de pessoas, apenas na cidade do Rio de Janeiro.
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